Me deu vontade de gritar ao mundo, toda a minha experiência com drogas, ao absurdo que essa escolha me levou. Não vou poupar palavras, palavrões, sentimentos, nenhum deles, todos seram ditos sem a menor maquiagem, afinal se não poupei minha vida, não será agora que vou medir palavras.

Tudo que ler é a mais pura verdade, como vivo agora e muitos momentos de meus diários, escrevi tudo esses anos todos. Não vou citar nomes verdadeiros, nem o meu, muito menos os daqueles que comigo dividiram esses 26 de vida no uso ativo de drogas. As informações que eu omitir será apenas para evitar que invadam minha privacidade, minha vida no momento.

Não sei que ordem vou dar a cada postagem, não sei se vou seguir ordem cronólogica. Vai assim do jeito que eu sentir vontade de contar. (Desculpem, se na forma de redigir contém erros seja eles quais forem eu sei que é agradável aos olhos ler algo sem erros, mas como não sou escritora e estou mais atenta aos sentimentos, é bem provável que vá acontecer mas vou tentar me policiar).

Caso queiram entrar em contato, para dúvidas, perguntas, alguma curiosidade - email:
existenciaativa@hotmail.com

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cocaína

A primeira vez que experimentei cocaína não foi na rua, não fui atrás.
Era um dia de domingo, meus pais haviam saído eu estava sozinha em casa arrumando meu quarto, quando um garoto do bairro, do tipo “bem comportado” me chamou, esse “bom menino” meus país não se importavam que viessem em casa. Ele entrou e minutos depois me perguntou: Você já experimentou cocaína? Eu : não, nunca. Ele: eu tenho aqui. Eu: o que precisa? Esse espelho aqui mesmo serve.
Não era muita coisa ele fez duas carreiras pra cada me explicou como fazia, cheirou primeiro e eu em seguida. Meu! O que foi aquilo! Nenhuma das drogas que eu havia usado até então tinha me causado aquela sensação , era algo totalmente diferente da maconha. Me deu uma sensação de liberdade, de alegria, de euforia eu queria andar eu precisa andar e foi o que fiz, andei pelo bairro, sentindo aquela coisa louca, o coração a mil por hora, um tempo depois, não muito, me bateu uma agonia, um certo mal estar que logo passou e em seguida uma certa tristeza, mas muito leve essas sensações desagradáveis. A euforia, energia foi muito, muito melhor. ( Com o uso contante essas sensações invertem, vou explicar depois).
Estava com 18 anos e naquele momento eu pensei, vou ficar longe de cocaína porque isso é muito bom!. E durante anos eu consegui fazer isso, só usava em “ocasiões especiais”, muito raramente usava, até então.
E foi ela que me levou pro inferno anos depois.

9 comentários:

  1. Put`s, Vida...
    Foi dado o primeiro passo...caraca...com 18 anos.Isto é o INFERNO...odeio DROGAS!!!Esta sensação de euforia, de alegria...é tão ínfima perto do estrago que vem depois...
    Estou e estarei aqui...de mãos dadas com você...

    beijos no seu coração, guerreira!!!

    Bia

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  2. The Moon
    shines
    on a cat

    Meow

    As a native Swede, I am particularly proud of my love poetry suite Sonnets for Katie.

    My Poems

    My wallpaper art Babes!

    Sexuality introduces Death to Being; and indeed Life simultaneously. This is the profound Myth of the Eden. The work of the Serpent. Bringing us out of "blessed" Standstill. So, in contrast to the mindless pietism of vulgar Christianity, my personal "Christo-Satanism" should be given serious thought by the Enlightened Few, the Pneumatics, the 1% Outlaws. The Light Bringer must be rehabilitated, beacause if not, the All of it simply doesn't make sense: true Catholicism is necessarily Meta Catholicism.

    My philosophy

    Arthur Rimbaud, Max Jacob, Saint-John Perse, René Char, Henri Michaux, Roger Kowalski, Peter Ingestad...

    LE FRUIT DU CIEL

    Un orage nocturne illmuna maintenant l'Amazonie, franchis les Andes, envoya des jeux de cartes gigantesques et frappantes en bas à la Pampa –

    Puis: petit déjeuner à melon; café fumant!

    À la bague du cigare tu lis, étonné: GÉOGRAPHIE.

    My prosepoetry in French:

    Poétudes

    Et je traduise la poésie française en suédois:

    Ordgaller

    Schwarzes Birne!
    Aufforderung zur Erotik.

    My poetry in German:

    Fremde Gedichte

    Casualidad sopla la sangre
    de alguno señor desconocido
    durante los pocos restantes
    momentos del resplandor de faroles

    que se vislumbran tras el follaje
    flameando de las obsesiónes
    igual efimero como gotas
    del cinzano de la soledad –

    En aquel tiempo me levanta
    dentro uno incidente avejentado
    que en seguida palidece
    al camouflaje de abstraccion;

    chica, nadie conoce que tus grisos
    ojos significan aún; con todo
    el sueño que hube evacuado
    tu escudriñas nuevamente.

    Mi poesía aproximadamente española

    And: reciprocity: for mutual benefit, you will do me a favor promoting your own blog on mine!

    The best way to do it is lining up as a Follower, since then your icon will advertise you indefinitely, and I will follow you in return. Let's forge a mighty alliance of synergy and common interest.

    Yours,

    - Peter Ingestad, Sweden

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  3. É Bia, esse foi o começo das falsas sensações de bem estar.
    Não se assute..rs mas ao contrário de você, infelismente não odeio drogas. Se tem algo que gosto é de droga, é uma disparidade tão absurda e tão contraditório, sei o desespero que passei mas, maldição, nem eu e nenhum adicto somos capazes de deixar de gostar de drogas. É totalmente doente isso, mas é a verdade e eu só lido com a verdade agora. Mas não se preocupe estou limpa e estar assim é bem melhor! Graças a Deus.

    Beijos querida.

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  4. Só posso lhe deseja, minha amiga querida: FORÇA...muita FORÇA.
    E CORAGEM sempre para manter-se no nível da VERDADE...pois a VERDADE é LIBERTADORA...a VERDADE CONSTRÓE...e as DROGAS DESTRÓEM...e nós somos VIDA...e já que assim nos chamamos..."VIDA"...que a gente LUTE por ela...a VIDA...LIMPA!!!

    Beijos e ótimo final de semana!

    Bia

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  5. Oi Vida,

    Eu ia comentar justamente o que você disse à Bia.
    A maior doença esta no gostar, na sensação de prazer, na fuga da realidade, no estado de euforia, na liberação do eu sem amarras e outros tantos motivos, cada um tem o seu.
    Estou certo no meu pensar?
    Eu sempre achei que a pessoa se vicia porque gosta, por algum motivo, ela gosta!
    Por isso é tão dificil largar.
    Tem que existir um querer maior, uma motivação maior, não é isso?
    Uma escolha consciente?

    bjo

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  6. Oi Lufe,
    Sim vc está certo no teu pensar.
    Então...é assunto delicado, e linha tênue o fato de gostar de droga (pq daí vem muitos julgamentos). Existe sim, nunca fui masoquista, não estaria usando por tantos anos se não gostasse. Mas existe algo complicado nesse momento, porque a partir de um ponto eu não suportava mais a vida daquela forma, eu não suportava mais viver de forma tão medíocre. E nesse momento gostando ou não eu tinha que mudar. Tem que ter algo sim, a escolha que disse tem que haver tb, vou esclarecer isso melhor em outras postagens.

    Beijos

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  7. Seus relatos são bastante corajosos, espero que sirvam não apenas para você como terapia, mas outros que lerão.
    Beijos.

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  8. .

    . força, ampla força . porque do limite re.volta.se e re.torna.se mais forte e mayor .

    .

    . sei do que falo .

    .

    . uma boa semana .

    .

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  9. Bia,
    Muito obrigada pelo incentivo!
    Beijos
    ________________________________________

    Oi Juci,

    Não havia pensado nesse propósito terapeútico, mas se for será bem vindo, quando aos demais, tomara. Tomará que vejam na minha escolha um erro e não queiram errar.
    Obrigada pela visita, beijos.

    __________________________________________

    Oi Intemporal,
    1º o teu blog é lindo, fiquei deslumbrada com
    tanta beleza!

    Sim, cheguei a esse limite e já tenho forças novamente.
    Muito obrigada, beijos.

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